Comumente somos assaltados pelos medos que nos impedem de darmos passos largos. Esquecidos do valor que temos, anulamos nossas qualidades pelo simples temor do desconhecido. Dizemos não à vida e com isso matamos a esperança de dias melhores. O mundo em si não é o responsável pela nossa infelicidade. Nossa infelicidade é produto das ideias errôneas sobre a vida, que trazemos na mente.
Ninguém pode garantir nada acerca da vida que leva. Não sabemos se amanhã estaremos vivos, com saúde ou ao lado das pessoas que amamos. Sabemos tão somente que só temos uma vida, e no final das contas seremos os únicos responsáveis pela direção que ela tomou. Quem hoje vive bem, aprendeu desde ontem a não temer aquilo que não pode ser evitado. Quem hoje não consegue repousar, certamente não aprendeu a se desligar do negativismo disfarçado de ponderação.
O medo do que pode nos fazer mal é algo positivo. O medo que deve ser evitado é aquele que nasce na mente e se espalha por todo corpo. O temor pode se transformar em algo bem pior se não aprendermos a questioná-lo. Significa compreender as razões do temor e perceber que na maioria das vezes sofremos inutilmente. Criamos os fantasmas que insistem em nos assustar.
Há solitários que vivem esperando tomar coragem para se aproximar de alguém. Há desempregados que esperam uma oportunidade para correr atrás dos seus sonhos. São pessoas iludidas pela falsa imagem do coitadismo, prontas para enfrentar qualquer desafio, mas engessadas pelo temor daquilo que pode acontecer. Nada é impossível para quem se arrisca, mas tudo é impossível para quem não acredita.
Você pode bem mais do que imagina. Com coragem e responsabilidade todos nós podemos galgar novos desafios e chegar aonde outros não tiveram coragem de chegar. O mundo é dos que se arriscam – sem nenhuma garantia de êxito ou decepção, mas tão somente com a sensação de que fizeram aquilo que deveriam fazer.

Nenhum comentário:
Postar um comentário